terça-feira, 1 de novembro de 2016

Desequilibrar o Ocidente: objetivo da guerra russa de desinformação


Putin apelou à guerra da desinformação cibernética 
para desestabilizar os países vítimas

Svetlana F., 39, aparecia desolada na cozinha de seu apartamento de Berlim. Ela chorava a desgraça que teria sofrido sua filha de 13 anos, supostamente sequestrada e estuprada por um imigrante árabe e internada num hospital psiquiátrico em estado de choque, contou em extensa reportagem a grande revista alemã “Der Spiegel”. 

O maior estrépito foi na mídia russa, pois Svetlana tem essa nacionalidade. O Kremlin se erigiu em advogado de sua filha. E Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores, atacou diretamente as autoridades alemãs. 

A embaixada russa em Berlim transmitiu agressiva queixa escrita ao Ministério de Relações Exteriores da Alemanha. A diplomacia de Moscou exigia uma investigação completa que não escondesse nada.

Lavrov acusou o governo alemão de acobertamento. Este estaria escondendo os fatos para salvar a imagem da chanceler Angela Merkel, que promove a entrada maciça de muçulmanos.

O ministro alemão para as Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, reagiu fortemente, qualificando a atitude de Moscou de “propaganda política”.

A versão russa do estupro da menina foi rapidamente acolhida pelos opositores da desastrosa política de Angela Merkel, que suspeitavam com fundadas razões de seus procedimentos.

As redes sociais regurgitaram de comentários em favor da menina e da Rússia, e contra o governo de Berlim.

A Divisão de Investigações Criminais de Berlim assumiu o caso e penou para identificar o que havia ocorrido, até as contradições se acumularem a ponto de definir outro cenário. 

A história era completamente diferente. A “menina” não era a tal e estava vivendo com um rapaz alemão. E voltou para casa por iniciativa própria. 

A verificação médica não achou nenhum sinal de violência, enquanto sites enganados pelo golpe russo anunciavam que “pelo menos cinco estrangeiros” ficaram estuprando-a durante 30 horas. 

A moça desmentiu as versões de algum crime contra ela. Mas em seu nome já havia passeatas pedindo a pena de morte para os abusadores de crianças. O “Canal Um”, da Rússia, dedicava ao escabroso e fictício caso um espaço especial no horário nobre. 

Todas as maiores TVs da Rússia nas mãos do Estado batiam na nota do estupro e apresentavam filmagens sem nenhuma relação com o caso, algumas delas tiradas de YouTube em 2009.

Os sites russos Sputnik e RT (Russia Today) continuavam martelando no caso, até 700 pessoas se manifestarem diante da Chancelaria de Angela Merkel.

Na realidade, o “caso” da moça expôs a novo estilo da guerra propagandística que Moscou está tocando para desequilibrar o Ocidente.

O caso da menina “sequestrada” e “estuprada” sob o acobertamento do governo alemão tinha todos os ingredientes emocionais necessários para dividir a Alemanha.

Manipulado pelo Kremlin, o caso foi uma bomba da “guerra da informação” de natureza psicológica usado na guerra híbrida para desestabilizar países inimigos.

Vladimir Putin e sua equipe formada na KGB sabem usar muito bem esses golpes.

Eles estão aplicando mais uma vez os “velhos métodos” da KGB – desinformação e desestabilização –, disse Hans-Georg Maassen, presidente do Escritório Federal para a Proteção da Constituição (BfV), o serviço de inteligência alemão. 

Trolls – mentiras montadas e espalhadas através das redes sociais e da Internet; ciberataques como o praticado contra o Bundestag; “pequenos homens verdes” como os soldados que invadiram a Crimeia, são ingredientes constitutivos da “guerra híbrida”, quer dizer, da guerra iniciada sem declaração formal, sem regras nem fronteiras. 

Nessa guerra o beligerante age anonimamente, não se identifica, fica invisível, em lugar de disparar com armas ataca com palavras, e a Internet tem-se revelado o mais importante campo de combate.


continua no próximo post: Artifícios e instrumentos do Kremlin para desequilibrar o Ocidente

O Kremlin diz 'Trump ou a guerra' e acena com Hiroshima ou Nagasaki. Hillary Clinton tem um passado mole e entreguista face à Rússia. Por que é que sendo assim, o Kremlin prefere tanto a Trump?




Um fugaz e intenso ataque de “trolls” elaborados nos laboratórios da desinformação do Kremlin espalhou que o ministério de Defesa russo teria distribuído uma circular a todos os comandantes das forças armadas alertando que a contagem regressiva da III Guerra Mundial já estava em andamento.

O site AWDNews criado pela máquina de desinformação russa fez ativa difusão desse boato, aliás logo desmentido.

O deputado ultranacionalista Vladimir Jirinovski, chefe do terceiro maior partido na Duma e aliado subserviente de Vladimir Putin, em entrevista à agência Reuters, voltou mais oficialmente a bater na tecla que Moscou quer:

Que o candidato Donald Trump é o único que pode desmontar as tensões entre Washington et Moscou.

Acrescentou que se o eleitorado americano escolher sua rival democrata Hillary Clinton poderia desencadear uma Terceira Guerra Mundial. 

Vladimir Jirinovski acaba de ganhar de Vladimir Putin a mais alta comenda do Estado russo e seus espalhafatosos propósitos, embora não idênticos aos do Putin, acabam servindo os interesses do amo do Kremlin. 

Putin garante que ele não tem interesse em influenciar o resultado da eleição presidencial americana, mas ele estimula por baixo do pano tudo o que favorece seus desígnios. 

Jirinovski é um servidor desse jogo e faz o elogio desavergonhado de Trump. Na entrevista, elogiou o candidato turbulento pelo fato de se desinteressar da Síria, da Líbia e do Iraque, prometendo que os EUA “não interfeririam nesses países. Mesma coisa para a Ucrânia. Quem tem necessidade da Ucrânia?”.


O colérico deputado ultra-nacionalista Vladimir Jirinovski
serve para Putin por em circulação o que ele não quer dizer em primeira pessoa.


O pouco equilibrado deputado acrescentou que “Trump teria grandes chances de tornar mais pacíficas as relações. Ele é o único capaz de fazê-lo”, enquanto prometia postular o polêmico bilionário para o Prêmio Nobel da Paz.

Jirinovski tripudiou contra a candidata que ele descreveu como “uma sogra diabólica” que julga ser “a pessoa mais importante da Terra”, incapaz de disputar a presidência dos EUA.

“Os americanos devem escolher Trump”, concluiu Jirinovski acrescentando um punhado de argumentos controvertidos em seu favor.

Em meio a muitas extravagâncias, Jirinovski deixou claro o quer seu chefe: Trump na presidência dos EUA.

E se a grande nação americana não se dobrar ante a exigência de Moscou, a ameaça é clara: a III Guerra Mundial.

Recusamos a chantagem de Jirinovski, mas o medo que ele explora pode empurrar um certo número de pacifistas ou moles indecisos a votar por Donald Trump. 

Para aumentar o pânico nesse sentido, o sensacionalista jornal britânico “The Sun” espalhou entre outras coisas que Vladimir Putin teria ordenado a todos os jovens russos e parentes que estudam no exterior voltar logo à “mãe pátria” na perspectiva da chegada da III Guerra Mundial. 

Segundo a TV russa, toda ela nas mãos do Estado, a Terceira Guerra Mundial já começou. É a instrução do Kremlin que vale como única verdade, noticiou a France Press.  

No principal canal do Estado, o âncora preferido anuncia que as baterias antiaéreas russas na Síria tem ordem de “abater” os aviões americanos.
Treinos para III Guerra Mundial envolveriam dezenas de milhões de cidadãos


E Rossia 24 divulgou reportagem sobre a preparação dos abrigos nucleares de Moscou.

Em São Petersburgo, o site Fontanka informa que o governador já pensa em racionar o pão em função da guerra iminente.

Na rádio, se discute sobre exercícios de “defesa civil” que visariam mobilizar 40 milhões de russos durante uma semana. Faz parte do programa instruir os cidadãos sobre como evacuar imóveis e condutas a adotar nos incêndios. 

Imensos graffiti “patrióticos” de artistas pro-Putin cobrem os imóveis. A causa do frenesi é a perspectiva da “Terceira Guerra Mundial”.

A ruptura das negociações entre Washington e Moscou sobre o conflito sírio foi determinante, enquanto as bombas russas transformavam Aleppo num “inferno na Terra” segundo a ONU e multiplicavam as críticas das capitais ocidentais a Moscou.

Em Moscou, os jornalistas russos e ocidentais acordam e vão dormir com recentes comunicados delirantes do Ministério russo de Defesa atiçando o clima de confrontação amplificado pela mídia oficial.

Na TV Rossia 1, o apresentador Dmitri Kissilev, ecoa o pensamento do general Igor Konachenkov ameaçando abater aviões americanos e atacando o “plano B” dos EUA que consistiria em “atacar as forças do presidente Bachar al-Assad e a aviação russa”.

Gueorgui Bovt no site Gazeta.ru comemora que “a Rússia está mais do que pronta, sobre tudo psicologicamente para uma nova espiral de enfrentamento contra o Ocidente”.

Segundo Bovt ou o Ocidente aceita um novo acordo de Ialta, no qual os EUA e a URSS se repartiram o mundo após a II Guerra Mundial Mundial. Se isso não se torna possível, e que poderia ser com Trump presidente, a solução da Rússia é “golpear a primeira”.

Em sentido diverso, falando para a agencia da Ria Novosti, o último presidente soviético Mikhaïl Gorbatchev considerou que o mundo está namorando “perigosamente com uma zona vermelha”.

Alain Rodier, ex-chefe dos serviços de inteligência francesa disse a “Atlantico” que as bravatas do Kremlin sobre uma III Guerra Mundial visam impressionar primariamente a opinião pública russa. 

Porém, se um avião de guerra russo ou americano for abatido numa ocorrência não desejada em volta da Síria o mundo o mundo ficará a um milímetro do apocalipse.


Rússia treina população para guerra atômica:


Brasileiros vão às ruas em São Paulo para apoiar Donald Trump



Alguns aproveitaram para mostrar seu apoio ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), admirador confesso de integrantes do regime militar (1964-1985)


Um grupo de brasileiros foi às ruas de São Paulo, neste sábado (29/10), em um ato a favor de Donald Trump, candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, confrontado com a reação de ativistas que se identificaram como "antifascistas".

A marcha chegou a interromper brevemente o trânsito na Avenida Paulista, aos gritos de "abaixo o comunismo", ou "a direita no poder", e com slogans contra a candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, e a ex-presidente Dilma Rousseff.

"Apoio Trump, porque Hillary é a Dilma americana e não desejamos o mesmo para os Estados Unidos. É uma mulher corrupta e mentirosa, embora saiba falar melhor do que a Dilma", disse à AFP a agente de viagens Regina Monte, de 54 anos.
Alguns aproveitaram para mostrar seu apoio ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), admirador confesso de integrantes do regime militar (1964-1985).

Acompanhadas por dezenas de policiais do Batalhão de Choque, cerca de 25 pessoas se aproximaram dos fãs de Trump e trocaram gritos, palavras de ordem e provocações. Alguns manifestantes foram detidos.

Um ativista usava a máscara do magnata nova-iorquino, enquanto outro, vestido de Michael Jackson, cantava e dançava o sucesso "They Don't Really Care About Us" ("Eles realmente não ligam para nós"), cujo clipe foi gravado no Morro Dona Marta, no Rio de Janeiro, em 1996.

PAPA FRANCISCO "COMEMORA" REFORMA PROTESTANTE DE OLHO NA CRIAÇÃO DE RELIGIÃO ÚNICA MUNDIAL



No total, serão pouco mais de 24 horas em solo sueco. Depois de 2 horas e 40 minutos de voo, o Papa será acolhido no aeroporto internacional de Malmö pelo Primeiro-Ministro sueco, Stefan Löfven. Em Lund, depois do almoço na residência papal de Igelosa, Francisco realizará a visita de cortesia à família real da Suécia: ao acolhê-lo na residência real estarão o Rei Carlos XVI Gustav e a Rainha Silvia.

A oração ecumênica comum.

A tarde prosseguirá com a aguardada oração ecumênica na Catedral luterana de Lund. De fato, esta cidade foi escolhida para a viagem apostólica porque foi ali que em 1947 foi fundada a Federação Luterana Mundial, enquanto a data – 31 de outubro – é o dia em que, segundo a tradição, Martinho Lutero expôs as suas 95 teses sobre a porta da Igreja do castelo de Wittenberg, em 1517.

Este evento inédito – a oração ecumênica comum – é fruto de 50 anos de diálogo: com os luteranos, os católicos iniciaram os colóquios com o Concílio Vaticano II; em 1999, as duas comunidades assinaram a Declaração conjunta sobre a Justificação e, em 2013 aprovaram o documento “Do conflito à comunhão”, que se tornou o lema desta viagem.

O programa do papa ainda nesta segunda-feira prevê o regresso de Lund a Malmö para o evento ecumênico no ginásio da cidade e o encontro com as delegações ecumênicas – eventos com transmissão ao vivo da Rádio Vaticano.

Comunidade católica sueca.

A terça-feira (1°/11) do papa Francisco será dedicada à pequena comunidade católica sueca. Trata-se de pouco mais de 1% da população de cerca de 10 milhões de habitantes no total. O Pontífice celebra a missa, em latim e sueco, no estádio de Malmo, com a oração mariana do Angelus. Ao final da manhã, o Papa regressa ao Vaticano.


sábado, 29 de outubro de 2016

Teoria de gênero: o novo marxismo que quer destruir o homem



O pe. Étienne Roze, autor de “Verdade e esplendor da diferença sexual”, analisa a ideologia de gênero e fala de como derrotá-la.


“A complementaridade entre o homem e a mulher, ápice da criação divina, está hoje sendo contestada pela chamada ideologia de gênero”, voltou a dizer o papa Francisco, na última segunda-feira, durante um encontro com os bispos de Porto Rico em sua visita ad limina. A preocupação do papa reflete a de toda a Igreja, chamada a testemunhar a beleza da diferença sexual diante da proliferação de uma ideologia que tenta corroer a milenar herança biológica e antropológica da humanidade.
O padre Étienne Roze, pároco de origem francesa na diocese italiana de Albano Laziale, doutor em ciências do matrimônio e da família e autor do ensaio “Verdade e esplendor da diferença sexual”, aborda nesta entrevista as origens da teoria do gênero, as implicações que dela decorrem e o caminho para vencermos esta batalha contra um pensamento único disposto a destruir as diferenças.
ZENIT: Pe. Roze, como é que se chegou a questionar um dado que sempre foi óbvio para os homens de todas as épocas e culturas, como é o caso da diferença sexual?
Pe. Étienne Roze: Para responder a esta pergunta, eu tenho que voltar às fontes da teoria de gênero. Ela tem a ver com um desvio da inteligência cujo cume é o niilismo. A natureza se torna sem sentido, o homem vira Deus e molda a realidade e a verdade a seu gosto. Então, na medida em que a realidade à nossa volta não é mais um dado original que nos precede e que nos dá significados, nós pretendemos redefinir também a diferença sexual. Este retrocesso cultural se corrobora com as aplicações modernas do niilismo, como, por exemplo, o existencialismo, o construtivismo e o estruturalismo, que foram estudados, absorvidos e reinterpretados pelas feministas ativas nas universidades norte-americanas dos anos 70 e 80. É desta síntese que nasce a teoria de gênero, que dá as caras publicamente em 1995, em Pequim, durante a Conferência Mundial sobre as Mulheres. Na ocasião, a feminista Judith Butler teoriza, pela primeira vez num contexto tão importante, um dualismo entre gênero e sexo.
ZENIT: A teoria de gênero é brandida pelos seus proponentes como uma arma contra a discriminação…
Pe. Étienne Roze: Exatamente. Faz parte de uma dialética de ódio e de antagonismo entre dois elementos, de modo que um possa derrotar o outro. É o passo que leva do niilismo ao marxismo, que tenta traduzir a filosofia em história. Karl Marx é o mestre dessas feministas. O comunismo criou um conflito para suprimir a discriminação entre o proletariado e o capital, mas sabemos como foi que isso acabou… Hoje, na reinterpretação feminista do método de Marx, o capital é representado pela heterossexualidade e o proletariado por todos os gêneros fluidos e em contínua mutação, que, em inglês, são indicados pelo termo “queer”. São mais de cinquenta, além das identidades agrupadas na sigla LGBT. De acordo com especulações dessas feministas, a história foi dominada durante séculos pela opressão da heterossexualidade como condição para a reprodução dos seres humanos, mas finalmente chegou a hora em que as correntes da escravidão serão quebradas. De que forma? Com a ectogênese, ou seja, a possibilidade de ter filhos fora de um corpo feminino. Assim, ser mulher não terá mais nada a ver com o fato real da maternidade, que seria completamente absorvida pela biotecnologia.
ZENIT: Essa ideologia está infiltrada em edifícios institucionais, locais de cultura, escolas… Quem se beneficia com isso?
Pe. Étienne Roze: Isso é útil para quem está no poder, para quem tem interesse no pensamento único, porque isso deixa a humanidade dócil a qualquer imposição. A história mostra que afirmar um pensamento único deixa as coisas mais fáceis para as classes dominantes. Há exemplos recentes e atrozes, como a pretensão de Hitler de impor o domínio da raça ariana, ou a do comunismo de massificar as pessoas e privá-las da sua dignidade. A teoria de gênero certamente não interessa à humanidade, porque a diferença é a condição do nascimento. Se a diferença for eliminada, teremos uma lacuna que vai nos destruir. É um cenário que lembra o que lemos na Bíblia.
ZENIT: Em que passagens?
Pe. Étienne Roze: Por exemplo, no capítulo 7 de Jeremias, versículo 34, encontramos: “Eu farei cessar nas cidades de Judá e nas vias de Jerusalém os gritos de alegria e a voz do regozijo, a voz do esposo e da esposa, porque o país será reduzido a um deserto”. E no Apocalipse, capítulo 18, versículos 21 a 23, lemos: “… e a voz do esposo e da esposa não será mais ouvida em ti”. Bom, eu não gostaria de passar por profeta de catástrofes, mas a sociedade concebida pelos defensores da teoria de gênero, privada da diferença entre homens e mulheres que possam se unir e procriar, se tornaria um deserto…
ZENIT: Como evitar este cenário? O cardeal Elio Sgreccia escreve na introdução do seu livro: “A melhor refutação da filosofia desconstrutivista de gênero está na apresentação da positividade da antropologia cristã”… Pode nos falar mais sobre isto?
Pe. Étienne Roze: O cardeal Sgreccia captou a intuição por trás do meu livro, que flui das palavras de Fiodor Dostoiévsky: “A beleza salvará o mundo”. No texto, depois de apresentar a teoria de gênero no primeiro capítulo, eu tentei destacar a verdade e a beleza da diferença sexual, considerando-a em nível filosófico, exegético, antropológico, biológico e psicológico. Ao longo dos séculos, as várias heresias permitiram que a Igreja realizasse um trabalho profundo para refutá-las. Hoje, embora não seja uma heresia, mas uma ideologia, a teoria de gênero está nos dando a oportunidade de aprofundar na dimensão criatural da diferença sexual. Por isso, é importante agir em dois níveis: no setor público, por meio de manifestações, e também no setor intelectual. É questão de captar, encarar e lutar positivamente essa nova batalha.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Governo Temer se junta a muçulmanos contra Israel Voto na UNESCO e acordo dos BRICS revelam nova mudança de posição



Temer  Comunista que  antes  tava  com  Israel  mudo  de  lado >>

Temer se junta a muçulmanos contra Israel

Voto na UNESCO e acordo dos BRICS revelam nova mudança de posição

Durante os 13 anos de governo petista, tanto Lula quanto Dilma mostraram seu viés antissemita, aprovando medidas contra Israel. Isso inclui uma doação de 10 milhões de dólares para o Hamas, considerado uma organização terrorista por muitos países. O não reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e a recusa em receber o embaixador indicado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deixaram a relação dos dois países em um impasse que não foi resolvido após Michel Temer assumir a presidência. O Ministério das Relações Exteriores comandado por José Serra havia feito uma sinalização nesse sentido em junho, quando o Itamaraty, decidiu mudar o voto brasileiro na 199ª Sessão da Unesco, realizada em abril, quando Dilma ainda era presidente. Na ocasião, foi debatido os direitos pelo patrimônio cultural nos territórios conquistados por Israel na Guerra dos Seis Dias. O texto, que era abertamente pró-palestinos, foi aprovado por 33 votos a favor (incluindo o do Brasil). A postura do Itamaraty ficou clara na nota oficial: “O fato de que a decisão não faça referência expressa aos vínculos históricos do povo judeu com Jerusalém, particularmente o Muro Ocidental, santuário mais sagrado do judaísmo, é um erro, que torna o texto parcial e desequilibrado”. Contudo, dia 13 de outubro (em uma nova votação sobre o assunto), a opção foi ficar ao lado dos países muçulmanos que usaram a UNESCO para passar uma resolução negando a ligação histórica do Monte do Templo com Israel. A moção foi apresentada por países árabes que apoiam a causa palestina, incluindo Egito, Marrocos, Argélia, Líbano, Omã, Catar e Sudão. A resolução associa somente nomes muçulmanos aos locais sagrados da Cidade Antiga. Vinte e quatro países-membros assinaram o documento, incluindo o Brasil. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a decisão do Brasil foi votar favoravelmente à resolução, mesmo considerando o texto “inadequado”. “O reconhecimento dos laços históricos entre cristãos, judeus e muçulmanos com a Cidade Velha de Jerusalém e Belém e Hebron é um primeiro passo para uma abordagem aberta e construtiva a este tema”, diz o voto do governo brasileiro, ao qual o Estadão teve acesso. O presidente Michel Temer foi consultado sobre o assunto pelo ministro José Serra. Temer defende “Solução dos Dois Estados” Dois dias depois da UNESCO ter divulgado que não reconhecia a ligação de Israel com o Monte do Templo, Temer estava em visita oficial à Índia, por ocasião da VIII Cúpula do BRICS. O presidente assinou o documento “Declaração e Plano de Ação de Goa”, que aponta alguns projetos em comum dos países que formam o bloco: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Estranhamente, mesmo não fazendo parte do bloco, Israel é mencionado nas “Soluções Coletivas”. O artigo 15 diz literalmente: “Reiteramos a necessidade de implementar a solução de dois Estados para o conflito palestino-israelense, com base nas resoluções pertinentes do Conselho de Segurança da ONU, os Princípios de Madrid e Iniciativa Árabe de Paz, além de acordos anteriores entre os dois lados, por meio de negociações que visam à criação de um Estado palestino como entidade independente e viável, territorialmente contíguo e vivendo em paz com Israel, dentro de limites territoriais seguros, de comum acordo e reconhecidos internacionalmente com base nas fronteiras de 1967, sendo Jerusalém Oriental sua capital, conforme previsto em resoluções relevantes da ONU”. Tanto a Rússia quanto a China possuem uma postura antiga que favorece a Palestina. Membros do Conselho de Segurança da ONU, ambos agora se voltam contra Israel no âmbito da diplomacia, em grande parte por causa de seus interesses no Oriente Médio. Maldição? Silas Anastácio, do ministério Davar, especializado no estudo da as profecias bíblicas, acredita que o Brasil trilha um caminho perigoso, pois Temer foi apoiado por muitos pastores e pela maioria da bancada evangélica. “Mesmo assim, nossos país apoiou o texto árabe a favor do islamismo. A ONU está cada vez mais influenciada pelo Islã. Se cala sobre o genocídio de cristãos no Oriente Médio mas vai contra Israel e uma tradição de milhares de anos? O governo Temer repete os mesmos erros do governo Dilma”, afirma o estudioso. “A literalidade das Escrituras deixa claro que qualquer nação da terra que se colocar contra Israel, o povo judeu e Jerusalém trará sobre si maldições terríveis, resultando ao colapso econômico, social e político”, dispara. No ano passado, o Conselho Apostólico Brasileiro, que reúne líderes de várias denominações, fez uma campanha nacional de oração por conta da postura “anti-Israel” do país. Foram até o Itamaraty, apresentar a Mauro Vieira, Ministro das Relações Exteriores do governo Dilma, um abaixo assinado de milhares de cristãos que manifestavam “repúdio à posição belicosa do nosso governo”. Pediram perdão ao representante do governo Israelense pela postura do governo brasileiro, “notadamente aliado ao pensamento terrorista do Hamas, Hezbolah, ao Irã e outros que concordarem com o extermínio dos judeus”. Os membros do Conselho apostólico alertaram que o não reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e o apoio, inclusive financeiro, do PT aos palestinos traria uma maldição sobre a pátria. “Nossos governantes estão chamando o Juízo de Deus contra si mesmos e contra a nação toda! Malditos serão aqueles que amaldiçoarem a Israel. Nossa posição como Apóstolos e como uma voz profética a esta nação é dizer: Isso está errado!”, assegurou ao Gospel Prime o apóstolo Paulo de Tarso Cavalcante Fernandes, membro do Conselho.

fonte :  Gospel Prime

sábado, 15 de outubro de 2016

Por que os EUA acreditam que a Rússia está “hackeando” a eleição presidencial americana



Em meio aos escândalos sexuais que deram o tom no debate dos candidatos à presidência dos Estados Unidos, na última segunda-feira, hackers roubaram a cena por alguns minutos.

Hillary Clinton e Donald Trump trocaram farpas a respeito da acusação de que agentes virtuais a serviço do governo russo estariam tentando influenciar a eleição de 8 de novembro. Durante o fim de semana, o chefe do principal serviço de inteligência dos EUA tinha acusado o primeiro escalão de Moscou pelas intrusões - incluindo relatos de haqueamento de registros eleitorais em dois Estados.
A história teve início em maio, quando o Comitê Nacional do Partido Democrata desconfiou de algo errado em sua rede de computadores e pediu uma auditoria a uma firma de segurança eletrônica. A varredura encontrou dois grupos de hackers no sistema, um deles já presente há quase um ano.




"Descobrimos que a rede tinha sido invadida e comunicações, bem como perfil de candidatos (os EUA também terão eleições legislativas no mês que vem) tinham sido examinadas", disse à BBC o chefe segurança da empresa Crowdstrike e ex-diretor do FBI Shawn Henry.
"Acreditamos que o governo russo esteja por trás da operação e que esteja envolvido em uma campanha de obtenção de inteligência contra candidatos".




Ataques agressivos

Mas depois de o partido e a Crowdstrike se pronunciarem publicamente, parte do material foi publicado na internet, o que mudou o foco da simples espionagem para o que parece ser uma operação de influência.
Especialistas de inteligência no Ocidente há algum tempo têm alertado para este tipo de atividade ligada à Rússia. "Estamos vendo um uso mais aberto e agressivo de ataques cibernéticos, em que a informação se transforma em uma arma de influência", explica David Omand, ex-diretor do GCHQ, um dos principais departamentos de inteligência do Reino Unido.
Na sexta-feira, o chefe do Departamento de Inteligência Nacional dos EUA, James Clapper, disse abertamente que o roubo de informações tinha como objetivo "interferir no processo eleitoral".
"Esses roubos não coisa nova para Moscou. Os russos já usaram técnicas similares na Europa e na Ásia, por exemplo, para influenciar a opinião pública por lá. Dado o escopo e a sensibilidade dessas informações, acreditamos que apenas autoridades do alto escalão do governo russo poderiam ter autorizado essas atividades", disse Clapper, em um comunicado.
O governo russo rejeita as acusações, que chamou de "sem sentido".



Cercos

Uma preocupação adicional das autoridades americanas é que a informação roubada possa ser adulterada antes de vazada - dados falsos podem ser infiltrados em meio aos genuínos e pode ser divulgado sem que as pessoas tenham chance de verificá-los.
Alguns Estados americanos relataram tentativas de invasão em seu banco de dados de eleitores, mas as autoridades de inteligência se recusaram a culpar Moscou por elas. Informaram ainda que seria muito difícil para alguém realizar fraudes eleitorais por causa de proteção contra ataques cibernéticos e a descentralização do sistema de contagem de votos.






Mas mesmo a mera possibilidade de invasões pode ser suficiente para causar problemas em um ano eleitoral e em que a disputa pela presidência está longe de ser considerada simples.





"A única razão que vejo para alguém fazer isso é tentar semear dúvidas sobre o resultado da votação. Se você está em um distrito eleitoral que usa urnas eletrônicas e você sabe que o sistema foi invadido, você vai realmente confiar no resultado? Eu vejo uma série de razões pelas quais a Rússia adoraria causar este tipo de inconveniência aos EUA", diz David Omand.

Corrida cibernética

A Rússia é pioneira em técnicas híbridas de guerra, como mostrou em conflitos recentes na Geórgia e Ucrânia. Os serviços de inteligência do país têm ainda uma longa história de "operações de influência" desde a Guerra Fria. Porém, o ciberespaço oferece novos meios de perseguir essa agenda.
E especialistas se preocupam com uma corrida armamentista cibernética quando os americanos responderem aos ataques. "Precisamos de uma discussão diplomática sobre o que é aceitável ou não. Ou veremos uma corrida armamentista no ciberespaço que não será boa para ninguém", diz Shawn Henry.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

#Conflito militar da Rússia e dos Estados Unidos na Síria é possível





O objetivo principal para USRussian contatos de hoje é para evitar militar confrontos entre A Rússia e os EUA na Síria, analista militar, Associado Professor Departamento de Ciência Política e Sociologia da o russo Econômico Universidade nomeado após GV Plekhanov, PhD na política Ciência, Alexander Perendzhiev disse RIA Novosti Terça-feira. "Na minha opinião, o objetivo do negociações entre O chanceler russo, Sergei Lavrov e Secretário de Estado dos EUA John Kerry foi para evitar um conflito entre a Rússia e os Estados Unidos na Síria. Quanto ao resto, não pode haver uma cooperação eficaz entre os dois países como a Rússia ea América têm absolutamente objetivos diferentes. Rússia quer proteger e preservar a República Árabe da Síria como um aliado da Rússia, mas os Estados Unidos querem derrubar o presidente Bashar alAssad e dissecar o país em várias quasistates que os americanos, em seguida controle ", disse Perendzhiev. De acordo com o especialista, que ainda não está claro como a situação pode mudar após as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Não está claro ainda que vai chegar ao poder em os EUA e que os objetivos da nova administração dos EUA irá seguir. Enquanto isso, a administração Obama segue "o pior a melhor princípio ", reduzindo a cooperação bilateral sobre a Síria para nada, disse o analista militar. "Infelizmente, um conflito militar da Rússia e dos Estados Unidos na Síria é possível. Ele já ocorreu, ainda que indirectamente. Os norte-americanos ter descascado e bombardeou as divisões das forças do governo sírio, onde conselheiros militares russos estavam hospedados, enquanto que o lado russo bombardeou os terroristas, entre os quais cidadãos americanos estavam hospedados ", disse Perendzhiev. O especialista acredita que será possível para evitar um conflito militar global, bem como um confronto militar directo entre o russo Federação e os Estados Unidos na Síria, embora a situação continua muito grave. A Rússia tem afirmado repetidamente que analisa a informação de inteligência ao selecionar alvos para ataques aéreos na Síria. Autoridades norte-americanas, por sua vez, acusam a Rússia de bombardear alvos civis na Síria, apesar de nunca ter fornecido nenhuma evidência para provar as suas palavras. Como Pravda.Ru relatado anteriormente, em 3 de outubro, o porta-voz do Departamento de Estado John Kirby disse que os EUA estava suspendendo a cooperação bilateral com a Federação da Rússia sobre um cessar-fogo na Síria. Rússia e os EUA continuariam a se comunicar por meio de canais militares só para evitar conflitos entre a Rússia e os EUA no espaço aéreo sírio. O Ministério das Relações Exteriores russo expressou profundo pesar em conexão com o último movimento do governo dos Estados Unidos. "A decisão de Washington veio como um reflexo do fato de que a administração Obama não consegue ou não está interessado em tudo para cumprir a chave condição para continuar a nossa cooperação, a fim de superar o conflito sírio. Parece-nos que Washington está pronto "para fazer um acordo com o diabo "em sua aspiração yearnedafter para derrubar o governo sírio para concluir um acordo com os terroristas, que sonham para reverter história e divulgar os seus padrões desumanas. Instamos os Estados Unidos para avaliar novamente a situação e tentar entender como a sua ações aparecer para o resto do mundo, como apostas são altas demais ", disse o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado. 14/10/2016 conflito militar da Rússia e dos Estados Unidos na Síria é possível versão para impressão.


Fonte:http://www.pravdareport.com/
hotspots/conflicts/04-10-2016/135777-russia_syria_usa-0/#

Juiz diz haver indícios de que Lula queria calar Cerveró




Ricardo Leite agendou para o dia 17 de fevereiro o depoimento de Lula no processo em que é acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava-Jato



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

STF deve solicitar ajuda ao Tribunal Militar



O Expresso da Época publica algo que PapoTV vem alertando faz tempo. Confira:


São tantos os parlamentares envolvidos nos fatos narrados pela Odebrecht que a cúpula da Lava Jato, assim como o ministro Teori Zavascki, está preocupada com a capacidade de o STF dar seguimento aos casos. “Do jeito que a coisa vai, o Supremo não fará outra coisa, durante anos, senão processar políticos”, diz um dos investigadores.
Ninguém sabe como resolver a questão. Há desde sugestões simples, como convocar um batalhão de juízes auxiliares, até a criação de um núcleo formado por investigadores e juízes, sob o comando do Supremo.
Nós temos uma solução. Solicitem a ajuda ao Tribunal Militar ou exterminem de uma vez o foro privilegiado.
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
TÍTULO III - Da Organização do Estado
CAPÍTULO VI - DA INTERVENÇÃO

Art. 36. A decretação da intervenção dependerá:

I - no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o Poder Judiciário;


  • Intervenção federal, por suposto descumprimento de decisão de Tribunal de Justiça. Não se pode ter, como invasiva da competência do Supremo Tribunal, a decisão de Corte estadual, que, no exercício de sua exclusiva atribuição, indefere o encaminhamento do pedido de intervenção.
    [Rcl 464, rel. min. Octavio Gallotti, j. 14-12-1994, P, DJ de 24-2-1995.]

II - no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral;





§ 1º - O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembleia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas.


§ 2º - Se não estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembleia Legislativa, far-se-á convocação extraordinária, no mesmo prazo de vinte e quatro horas.


§ 3º - Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, dispensada a apreciação pelo Congresso Nacional ou pela Assembleia Legislativa, o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade.

§ 4º - Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impedimento legal.



Fonte : PapoTV